Pular para o conteúdo principal

Cláudio Cabral!

Hoje, dia 14/04, 1 da manhã, no Instituto do Coração, em Porto Alegre, ficamos mais tristes e, consequentemente, ficaremos mais burros. O Mestre Cabral nos deixou. Resolveu ir para estúdio da rádio "No andar de cima". Provavelmente fará Cia. e -uma dupla e tanto - com o seu pai Cid Pinheiro Cabral.
Fomos mal acostumados pela qualidade de Cabral com seus comentários e "tiradas" espirituosas.
As jornadas esportivas ficarão, a partir de agora, órfãs dos comentários do Mestre.
Colorado, desde sempre, Cabral era respeitado entre todos os clubes do Estado, inclusive o Gremio.
Se, no falecimento de Airton Pavilhão, o Inter homenageou o jogador do rival em sua partida, é bem provável que o co-irmão faça o mesmo amanhã.
Cabral estava escalado para a partida Inter x Cerâmica, hoje no Beira-Rio.
Uma coisa é certa: de onde estiver dirá, com sua habitual acidez, "Ah, para aí, ô!", "Não me passa esse cachorro!"
Certa feita,ao ser perguntado, como seria o processo de escolha do time por parte do filho ou neto, Cabral saiu-se com essa:
"Seria bem democrático. Faria assim: levaria ao Olimpico, iriamos a pé, ficariamos no sol e ele não ganharia nem sorvete, muito menos refrigerante. Em um outro momento, levaria ao Beira-Rio: iriamos de carro, sentariamos na sombra e ele ganharia cachorro quente, refri, sorvete..."
Todos nós, aqueles que gostavam e os que não, fomos pegos de surpresa, hoje pela manhã, com a notícia da ausência definitiva.

                          Grande Mestre! Desde agora, e para sempre, deixará saudades!


Descansa Cabral!
Força à Família!
P.S.: Falei e assino embaixo! (Obrigado por tudo, Mestre!)

Comentários

  1. Excelente dissertação sobre o Mestre. Acho q resumistes tudo. O que nos resta agora é a imensa saudade deixada por esse coloradaço de alma e inigualável comentarista esportivo.

    Abs

    Jean Balbinotti

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Aguardo seu comentário/crítica/elogio.

Postagens mais visitadas deste blog

TURMAS 301-303 (José Feijó)

  Brasil República (parte 1) Agora que já vimos a II Guerra Mundial, iremos tratar sobre o Brasil República. Se você quiser, (re)ler o texto sobre a II Guerra Mundial, clique aqui . O período inicial da República (1984 até 1930), conhecido também como República Velha , é caracterizado pelo coronelismo, pelo voto a cabresto. Estes termos significavam que o controle político ocorria em áreas rurais, as eleições eram fraudadas, vigiadas e as pessoas mais humildes votavam em que o “coroné” queria. A partir da gestão de Afonso Pena começou a vigorar a Política do café-com-leite que significava um revezamento na presidência entre políticos de São Paulo e Minas Gerais. O Estado de São Paulo era o maior produtor de café e Minas Gerais produzia leite. Este acordo vigorou de 1889 até 1930. Este foi um período em que também ocorriam inúmero conflitos populares tanto rurais quanto urbanos. Conflitos Rurais Podemos citar os seguintes exemplos: Canudos (Bahia),Cangaço(Bahia), Contestado(Pa...

Aspectos da política nacional.

Nos últimos meses temos uma insistência, por parte dos grupos midiáticos de sempre, de criar uma clima de instabilidade quando o assunto é o governo federal. Parece que ainda não assimilaram a derrota na eleição passada. Existe uma clara diferença de tratamento quando a crise é responsabilidade deste ou daquele partido. Vejamos alguns exemplos: a abordagem da crise da água em SP - governo do PSDB faz 20 anos - só entrou com mais força nos noticiários nacionais, quando começou a afetar os demais estados da região sudeste - RJ e MG . Seria uma forma de "nacionalizar" a crise paulista? Existem matérias da Folha de São Paulo, que dão conta de avisos a respeito deste futuro problema da água, que datam de 2004. Ou seja, os sucessivos governos do PSDB em SP perderam UMA DÉCADA, que poderia evitar ou reduzir substancialmente a atual crise. É engraçado que nenhum especialista diz em quanto tempo a situação irá se regularizar. Eu acredito que as opções abaixo resumem as possibilidad...

De quando conheci José Saramago.

1997. Mais precisamente naquele 10 de abril, em meio a um seminário sobre História e Literatura Brasil/Portugal, ocorrido na UFRGS, tive o prazer de conhecer José Saramago. Naquela época, eu era estagiário na Secretaria Municipal da  Cultura em um setor - que acredito não exista mais - em que, sem falsa modéstia, fervilhavam cultura, debate e conhecimento. Lembro que naquele ano eram lançados em bancas de revistas clássicos da lingua portuguesa a um preço módico, algo em torno de 10 reais. E 10 reais por um livro, até um estagiário da prefeitura podia pagar. Pois, compramos (eu e mais dois ou três colegas) um clássico de José Saramago, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" e, ao mesmo tempo que líamos, fazíamos debates sobre o trecho lido. Um dia, alguém chegou com a notícia que José Saramago viria à cidade para o já referido seminário e aquilo já nos fez pensar em entrevistá-lo. Uso esta expressão "entrevistá-lo", porque fazíamos parte de um jornal alternativo em que...