Pular para o conteúdo principal

Tenho visto/ouvido cada coisa...

Quando aconteceu a abertura política no Brasil, eu aprendi vendo as coisas acontecerem que a liberdade das pessoas, de cada um de nós expressar suas opiniões é algo de mais sagrado que se pode ter. Por isso que não posso admitir ver pessoas defendendo a volta da ditadura militar.

Só na Democracia é possível tu ires à rua, pedir a volta de um regime de exceção, ou como se diz por ai: pedir a volta da ditadura na democracia é fácil. Quero ver pedir a volta da Democracia na ditadura.

Pelas pessoas que foram torturadas pela ditadura. Pelas pessoas que foram mortas pela ditadura.
Pela supressão dos direitos civis ocorrida na ditadura militar. Por tudo isso, não há "ordem" e "progresso" que valha esse preço.

Pra mim é muito óbvio ser contra esta excrescência que é a volta à ditadura militar.

E outra, falta às pessoas leitura e compreensão do que está lendo.

Outra estupidez que se ouve por ai é que "os militares vieram numa boa hora em 64, pois o Jango queria instaurar no comunismo no Brasil."

Bah, meus caros...Jango nunca foi nada perto de comunista. Se o Comunismo é vermelho...o Jango seria, no máximo, um róseo de bunda de bebê. Entenderam? O que ele era, e dai vinha o ódio de setores da classe média e da burguesia, era herdeiro direto do Getúlio, bem como tinha no governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, alguém muito próximo (inclusive com laços familiares).

Vão estudar, antes de saírem por ai falando merda.


Abraços.

"Sou responsável pelo que falo/escrevo, não pelo entendimento."

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TURMAS 301-303 (José Feijó)

  Brasil República (parte 1) Agora que já vimos a II Guerra Mundial, iremos tratar sobre o Brasil República. Se você quiser, (re)ler o texto sobre a II Guerra Mundial, clique aqui . O período inicial da República (1984 até 1930), conhecido também como República Velha , é caracterizado pelo coronelismo, pelo voto a cabresto. Estes termos significavam que o controle político ocorria em áreas rurais, as eleições eram fraudadas, vigiadas e as pessoas mais humildes votavam em que o “coroné” queria. A partir da gestão de Afonso Pena começou a vigorar a Política do café-com-leite que significava um revezamento na presidência entre políticos de São Paulo e Minas Gerais. O Estado de São Paulo era o maior produtor de café e Minas Gerais produzia leite. Este acordo vigorou de 1889 até 1930. Este foi um período em que também ocorriam inúmero conflitos populares tanto rurais quanto urbanos. Conflitos Rurais Podemos citar os seguintes exemplos: Canudos (Bahia),Cangaço(Bahia), Contestado(Pa...

Aspectos da política nacional.

Nos últimos meses temos uma insistência, por parte dos grupos midiáticos de sempre, de criar uma clima de instabilidade quando o assunto é o governo federal. Parece que ainda não assimilaram a derrota na eleição passada. Existe uma clara diferença de tratamento quando a crise é responsabilidade deste ou daquele partido. Vejamos alguns exemplos: a abordagem da crise da água em SP - governo do PSDB faz 20 anos - só entrou com mais força nos noticiários nacionais, quando começou a afetar os demais estados da região sudeste - RJ e MG . Seria uma forma de "nacionalizar" a crise paulista? Existem matérias da Folha de São Paulo, que dão conta de avisos a respeito deste futuro problema da água, que datam de 2004. Ou seja, os sucessivos governos do PSDB em SP perderam UMA DÉCADA, que poderia evitar ou reduzir substancialmente a atual crise. É engraçado que nenhum especialista diz em quanto tempo a situação irá se regularizar. Eu acredito que as opções abaixo resumem as possibilidad...

De quando conheci José Saramago.

1997. Mais precisamente naquele 10 de abril, em meio a um seminário sobre História e Literatura Brasil/Portugal, ocorrido na UFRGS, tive o prazer de conhecer José Saramago. Naquela época, eu era estagiário na Secretaria Municipal da  Cultura em um setor - que acredito não exista mais - em que, sem falsa modéstia, fervilhavam cultura, debate e conhecimento. Lembro que naquele ano eram lançados em bancas de revistas clássicos da lingua portuguesa a um preço módico, algo em torno de 10 reais. E 10 reais por um livro, até um estagiário da prefeitura podia pagar. Pois, compramos (eu e mais dois ou três colegas) um clássico de José Saramago, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" e, ao mesmo tempo que líamos, fazíamos debates sobre o trecho lido. Um dia, alguém chegou com a notícia que José Saramago viria à cidade para o já referido seminário e aquilo já nos fez pensar em entrevistá-lo. Uso esta expressão "entrevistá-lo", porque fazíamos parte de um jornal alternativo em que...